quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Governo e Participação

"Estou vendo que há no PPAG alguns recursos para descentralização da cultura e capacitação dos agentes culturais, mas como isso será na prática?" Essa foi a última pergunta dirigida a mim, na Audiência Pública promovida pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais, para discutir o Plano Plurianual de Ação Governamental, e demonstra bem o espírito das audiências.

Sou, por natureza, um entusiasta da participação popular na formulação e acompanhamento de políticas públicas, tanto que, junto com meu amigo Leonardo Ladeira, escrevi sobre o tema.

Hoje, pela primeira vez, tive a oportunidade de representar o Governo do Estado de Minas Gerais em um evento desta natureza. Não dormi na noite anterior. Me preparei. Li, reli e li de novo a apresentação e os principais conceitos do novo Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado. A sociedade precisava entender. 

A ansiedade parecia a de uma criança antes de um passeio no parque de diversões. Medo de dar errado? Não. Mas muita vontade de ajudar a dar certo.

A audiência transcorreu bem. Apresentei as principais mudanças do PMDI, as redes de governo e suas metas sínteses e o Programa Estruturador Circuitos Culturais. Tentei ser claro e objetivo porque, afinal, o mais importante nesses eventos é ouvir a sociedade. E ela se manifestou. Reclamou do "Museu do Homem Brasileiro", da falta de atenção do Estado para com as comunidades tradicionais, de eventos culturais substituídos por eventos de massa. Mas também reconheceu o empenho do governo em descentralizar a cultura, o esporte e o turismo. E sugeriu. E muito. Dentre outras coisas, uma atenção especial para o lazer das comunidades rurais.

Eu? parecia um adolescente. Queria responder a tudo. Dar palpite até quando o assunto não era cultura. Tive que me conter. Mas me contive feliz. Feliz por estar ao lado do experiente Secretário Rogério Romero, um dos gestores mais sérios do Governo de Minas, além do combativo deputado Carlin Moura que, mesmo sendo de oposição, contribuiu, e muito, para a qualidade dos debates. Fique feliz também, por ver o empenho e dedicação do recém eleito deputado Marques. Esse, penso, estava como eu: atento a tudo, tentando aprender o máximo possível com todas as falas, sejam elas do governo ou da sociedade.

Foi bom ter por perto jovens amigos que, assim como eu, acreditam no modelo participativo. Era bom ver o entusiasmo do André Ferreira, a preocupação do Felipe Autran e do Samy Chafic, o comprometimento do pessoal do GERAES. O Estado estava em peso. Todos acreditando ser aquele  um passo importante para uma democracia que deve ser, também, participativa.

O evento em si, que desde 2003 é organizado pela ALMG com a colaboração do Governo de Minas, poderia ser melhor. Já foi melhor. A estrutura da Escola do Legislativo é bem mais apropriada do que os apertados plenarinhos ou auditórios da Assembleia. Vale a pena repensar para as audiências de revisão no ano que vem. Além disso, senti falta de boa parte da sociedade civil organizada. Será que não foram convidados? Seja como for, penso que a ALMG deveria investir mais na divulgação do evento, inclusive com uma antecedência maior, para as pessoas poderem se organizar.

Quanto ao Governo, acho que estamos aprendendo. É uma mudança de cultura que já está acontecendo. Seja por meio de diálogos com a sociedade organizada, por meio do Estado em Rede, ou "desorganizada", com o Movimento Minas.

De um jeito ou de outro, a gestão pública se torna melhor, mais legítima, eficiente e transparente com a participação da sociedade. Afinal, é conversando que a gente se entende!

domingo, 30 de outubro de 2011

Hoje em Dia - Um jornal de verdade?


Do lado de lá da linha, um amigo preocupado. Viu meu nome no Jornal Hoje em Dia, com informações que ele, e todos que convivem comigo, sabem que são falsas.
A reportagem Juventude Mineira faz campanha com chapéu alheio (no jornal impresso), acusa-me de ser integrante da juventude do PSDB. Ademais, insinua que uso meu cargo no Governo de Minas Gerais, para fazer campanha com chapéu alheio.
A repórter Ana Flávia Gussen, já citada nesse blog por outra matéria leviana, mentiu. Nunca fui filiado a nenhum partido político. Não pertenço à turma do chapéu. Sou servidor público de carreira, aprovado em concurso público para ocupar um cargo efetivo, no ano de 2007. 
De lá pra cá, ocupei alguns cargos comissionados, o que é de se esperar, devido a minha formação: sou graduado em direito, administração pública e tenho mestrado em Direito e Instituições Políticas. Além disso, os que foram aprovados no mesmo concurso que eu ocupam hoje cargos em comissão ou funções gratificadas.
Tenho orgulho de ser servidor público e pertencer ao atual Governo de Minas. Aprendi a admirar o Professor Anastasia desde os bancos da Faculdade de Direito da UFMG, onde tive o privilégio e a alegria de ser seu aluno. Homem probo, correto, servidor devotado e melhor gestor público do Brasil, faz um governo de referência internacional nas boas práticas de gestão pública, assunto de meu imediato interesse.
É função do jornalismo checar suas informações (ou seus achismos), antes de publicar uma matéria de destaque no jornal, o que não seria muito difícil, já que o TSE disponibiliza lista atualizada dos filiados de todos os partidos http://www.tse.jus.br/partidos/filiacao-partidaria/relacao-de-filiados . 
Embora a repórter Ana Flávia Gussen tenha feito ilações de que estou na máquina do Governo por ser filiado, isso não procede. Estou na estrutura governamental por ser concursado e ocupo um espaço altamente técnico dentro do Governo.
A repórter Ana Flávia Gussen afirmou ainda que estou à disposição da Assembleia Legislativa, o que também não é verdade. Ano passado, em função de um artigo escrito sobre participação popular na ALMG, fui sim colocado à disposição da ALMG, para trabalhar com o Deputado Eros Biondini, vice-presidente da comissão de participação popular. 
Acabada a legislatura, retornei para o meu cargo de origem na SEPLAG. Seja como for, não teria como  ocupar um  cargo no Estado e, ao mesmo tempo, estar à disposição da ALMG. O que me surpreende é que a Ana Flávia Gussen leu a postagem referida acima, em que dou essa informação. 
Enfim, a parte em que meu nome aparece é quase toda mentirosa e fora de contexto, o que é uma pena. 
Aliás, parece que outras informações veiculadas na reportagem também não demonstram compromisso com os princípios do bom jornalismo, como mostra a resposta da Turma do Chapéu à reportagem.
Por tudo isso, informo que vou tomar as medidas cabíveis para que essa irresponsabilidade não fique impune. 
De resto, devo agradecer a todos aqueles que se solidarizaram comigo. Foram amigos, alunos, políticos, jornalistas, seguidores, seguidores de seguidores... Enfim, não conseguirei enumerá-los, mas deixo registrado o meu Muito Obrigado. Tenho certeza que a seriedade com que exerço minhas funções contribuiu para tantas manifestações de apoio.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Amizade

Para que serve um amigo? Para dividir momentos alegres? E os tristes? Para dividir dúvidas e ansiedades? Para apoiar quando o mundo está contra?

Passei boa parte do feriado de 12 de outubro refletindo sobre a amizade. Pensei nos meus amigos e na importância de cada um deles em minha vida. Procurei refletir, também, sobre o meu papel na vida de tantos amigos, os presentes e os nem tanto; os de perto e os de longe, os novos e os velhos...

No final do dia, já tinha conversado (via twitter e Whatsupp) com o Padre Jailson, tomado cerveja e vinho com o Tales Lacerda e programado uma visita ao Filipe Menezes. Lembrei que, no final de semana, me encontrarei com muitos desses meus amigos, mas não cheguei a nenhuma conclusão quanto ao papel da amizade.

Hoje, logo pela manha, fui surpreendido com um texto que recebi, com dedicatória e tudo, do ilustre Dr. Fernando Vieira. Resolvi compartilhar


A M I Z A D E

Kalil Gibran
(do livro "O Profeta")

E um adolescente disse: "Fala-nos da Amizade."
E ele respondeu, dizendo:

"Vosso amigo, é a satisfação de vossas necessidades.
Ele é o campo que semeias com carinho e ceifais com agradecimento.
É vossa mesa e vossa lareira.
Pois ides a ele com vossa fome e o procurais em busca da paz.

Quando vosso amigo manifesta seu pensamento,
não temeis o "não" de vossa própria opinião, nem prendeis o sim.
E quando ele se cala, vosso coração continua a ouvir o seu coração.
Porque na amizade, todos os desejos, ideais, esperanças,
nascem e são partilhados sem palavras, numa alegria silenciosa.

Quando vos separeis de vosso amigo, não vos aflijais.
Pois o que vós ameis nele pode tornar-se mais claro na sua ausência,
como para o alpinista a montanha aparece mais clara, vista da planície.

E que não haja outra finalidade na amizade
a não ser o amadurecimento do espírito.
Pois o amor que procura outra coisa
a não ser a revelação de seu próprio mistério não é o amor,
mas uma rede armada, e somente o inaproveitável é nela apanhado.

E que o melhor de vós próprio seja para o vosso amigo.
Se ele deve conhecer o fluxo de vossa maré,
que conheça também o seu fluxo.

Pois, que achais seja vosso amigo
para que o procureis somente fim de matar o tempo?
Procurai-o sempre com horas para viver.
Pois o papel do amigo é o de encher vossa necessidade,
e não vosso vazio.

E na doçura da amizade, que haja risos e o partilhar dos prazeres.
Pois no orvalho de pequenas coisas, o coração encontra sua manhã e se sente refrescado.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

RIP Steve Jobs

Nunca fui muito fã de tecnologia. Talvez, pelo meu aprendizado tardio da língua inglesa (que hoje já é avançado, certo Priscilinha?) nunca me interessei ou me envolvi com artefatos tecnológicos. Por isso mesmo, até bem pouco tempo atrás, nunca tinha sequer ouvido falar da Apple.

Pra ser mais sincero ainda, a primeira vez que liguei o nome à pessoa (ou a marca ao objeto), foi quando comprei meu primeiro Iphone, cerca de um ano e meio atrás.

De lá pra cá, meio que fiquei fascinado pela marca e sua incrível capacidade de gerar nos homens instintos consumistas de fazer assustar qualquer mulher (foi uma piadinha, antes que me recriminem aqui).

Junto com a paixão pelo meu iphone, desenvolvi um grande respeito pelo (sempre achei que fosse) criador da Apple.

Esse respeito, ao contrário da grande maioria das pessoas que prestam homenagens ao grande gênio nesse momento, não é pelo seu brilhante trabalho à frente da marca da maçã mordida, mas por um vídeo, que mais parece auto-ajuda, que vi uns anos atrás. Nesse vídeo, um discurso feito em uma formatura na Faculdade de Stanford, Jobs fala sobre questões da vida que, coincidentemente, são questões que acredito, tanto que tive inveja por não ter sido eu a fazer aquele discurso. 

Pra quem nunca viu, segue o vídeo:


Descanse em paz, Steve Jobs.

Tenho certeza que você soube ligar os pontos e amou o suficiente as pessoas à sua volta e as coisas que fazia. Quando eu morrer, quero ser lembrado por isso, pela forma como eu amo as pessoas e as coisas que faço e não por qualquer criação.

Sabemos, você e eu, que a morte é uma parte da vida, que não deve ser, assim, tão lamentada.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Existe censura em Minas?

No início da atual legislatura, formou-se na ALMG um bloco de oposição, denominado MG Sem Censura. Referido bloco, formado por PT, PMDB e PCdoB, apegou-se à falácia de que o Governo do Estado de Minas Gerais controla os veículos de comunicação do Estado. Graças à atuação patética do deputado ressentido e falastrão Rogério Correia, o bloco acabou sedo desfeito. O comportamento do deputado, que não consegue pronunciar três palavras, sem falar o nome do Senador Aécio Neves, gerou um certo desconforto em seus pares.

O deputado, que se ressente até hoje, por ter sido "deixado no vácuo" pelo Senador Aécio Neves, vive falando asneiras pelo twitter, mas se alguém o contrapõe, logo é bloqueado. Que coisa, não? Impedir eleitores de acompanhar a vida parlamentar não é uma forma de censura? Ou o que ele fala no twitter não é no exercício do mandato? Se não for, quer dizer que ele pode ser responsabilizado pelas asneiras que fala? É um caso a se pensar.

Mas falando de censura, foi altamente divulgada a tentativa do Prefeito de Nova Lima, Carlos Rodrigues, que é do PT, de tirar a Revista Viver Brasil de circulação. Pra quem não viu, segue a matéria sobre a queda da liminar.


Isso é censura?

Não fosse isso, outro dia mesmo a Secretaria Especial de Políticas para Mulheres (SEPM), da Presidência da República,  tentou (tanto que acabou conseguindo) tirar do ar uma propaganda da marca de lingerie Hope, em que a modelo Gisele Bündchen aparece com roupas íntimas.

Segundo a SEPM, "A propaganda promove o reforço do esteriótipo equivocado da mulher como objeto sexual de seu marido e ignora os grande avanços que temos alcançado para desconstruir práticas e pensamentos sexistas. Também apresenta conteúdo discriminatório contra a mulher, infringindo os arts. 1° e 5° da Constituição Federal”."

Diante disso, ficam algumas perguntas, feitas pelo genial professor Osvaldo Alves Castro Filho (@osvaldoacastro):

Quem atua deliberadamente no sentido de controlar o que o outro deve assistir pratica censura?

Alguns iluminados podem se sentir no direito de pedir a suspensão de propaganda que eles julgam que os "manipuláveis" não devem assistir?

Para o Ministro Moreira Franco é censura. Para mim também. E pra você?

sábado, 24 de setembro de 2011

Risoto de frango, com rúcula e tomate seco

Gosto muito de cozinhar. Não sei se pra fazer graça ou como uma espécie de terapia. Fato é que me divirto na cozinha, na maior parte das vezes fazendo coisas não muito triviais. Ou seja, sou arrojado.

Outro dia, comentando sobre isso no twitter, o Silvio Teixeira, que também gosta de fazer umas graças na cozinha, deu a ideia de criarmos um blog para dar dicas a homens que se aventuram nessa prazerosa arte.

Como o blog ainda não existe, vou fazer o mesmo que fiz com relação às musas da Cidade Administrativa, ou seja, ceder o espaço para quem quiser publicar. Dessa vez, porém, vou contribuir com receitas e já começo com uma feita ontem à noite.

Importante dizer que, em boa parte das coisas que eu faço, eu conto com a consultoria prévia do Chef Júlio Palhares, meu colega de Secretaria de Cultura.

RISOTO DE FRANGO, COM RÚCULA E TOMATE SECO

O risoto é um prato típico italiano e, apesar de fácil e rápido de ser feito, requer algumas técnicas que irei passar. Em primeiro lugar, o arroz usado deve ser o "Arbório" ou "Carnaroli" e é o ingrediente principal desse prato, não ficando igual se feito com outro tipo de arroz. Dê preferência para os de marca italiana.

O legal deste prato é que existem os ingredientes básicos (arroz, cebola, azeite, vinho branco, manteiga, queijo parmesão e tempero) e os que darão nome ao prato. Além disso, é um prato que não precisa de entrada, nem acompanhamento (mas uma sobremesa não faz mal a ninguém).

Lembrem-se de fazer na medida em que não sobre para o outro dia, pois uma das particularidades  deste prato é que ele deve ser servido logo após ter sido feito, depois não tem a mesma consistência e cremosidade.

Também faça o próprio caldo de legumes ou de frango que será usado, evitando, assim, comprar aqueles  produtos cancerígenos do supermercado.

Vamos por etapas:

A receita: Risoto de frango, com rúcula e tomate seco
Ingredientes para quatro pessoas
- 1/2 cebola em cubos pequenos;
- 1/2 xícara, de chá, de vinho branco seco;
- 3 colheres, de sopa, de azeite extra-virgem;
- 2 xícaras, de chá, de arroz Arbóreo ou Carnarolli;
- 4 sobre-coxas de frango cozidas e picadas;
- 6 colheres, de sopa, de parmesão ralado;
- 1 colher, de sopa, de manteiga;
- 1 molho de folhas de rúcula rasgadas à mão;
- 150g de tomates seco picados, em tiras não muito pequenas;
- 1 litro de caldo de frango
- Sal a gosto.

Ingredientes do Caldo de Legumes
- 1 litro e meio de água;
- 1 cebola grande cortada em quatro;
- 8 cravos da índia;
- 1 cenoura crua cortada em rodelas, com casca e bem lavada;
- 1 folha de louro;
- 4 galhos de folhas de salsão
- 10 sementes de pimenta do reino branca.
Obs., para fazer o caldo de frengo, coloque 1/2  kg de asas de frango

MODO DE FAZER

Faça primeiro o caldo. Leve ao fogo todos os ingredientes juntos por, mais ou menos, uma hora e meia. Coe os ingredientes fora e reserve o caldo coado e quente.

Para o risoto:

1 - Em uma panela larga, de fundo grosso e funda (pois precisará mexer bastante e não é bom colocar em panela rasa), coloque o azeite e a cebola e refogue em fogo baixo;

2 - coloque o arroz e o vinho, mexendo sempre, até secar;

3 - comece a despejar o caldo de legumes (ou frango) aos poucos, tipo uma concha de sopa grande por vez e, a cada vez que jogar o caldo, mexer até secar. Esse processo é feito quase até terminar o caldo, pois é com o ato de misturar o arroz que este soltará o amido que dará textura e cremosidade ao risoto. Esse processo deverá durar mais ou menos uns 18 minutos;

4 - quando passar mais ou menos uns 18 minutos depois de iniciada a receita, acrescente o frango e o tomate seco, mexendo sem parar.

5 - acrescente a manteiga, o queijo e a rúcula, tampando a panela uns dois minutos para pegar gosto.

6 - servir quente e salpicar mais queijo por cima, com um filete de azeite.



COISAS QUE EU NÃO SABIA E AGORA SEI:

1 - A sobre-coxa de frango deve ser temperada antes do cozimento;
2 - O tempo de cozimento da sobre-coxa é de, aproximadamente, 25 minutos;
3 - No que se refere (em homenagem à presidenta) ao queijo parmesão, compre o pedaço inteiro e rale na hora, que é mais saboroso. Jamais use aquele que já vem ralado no saquinho;
4 - Vocês não imaginam o impacto que dá fazer o próprio caldo de frango. Caldo Knor também serve, mas além dos fatores já ditos, tiram um pouco do impacto do prato;
5 - Na receita do caldo, crave os cravos (isso é pleunasmo?) nos pedaços de cebola

Agora é só escolher um bom vinho, uma boa música e boas companhias!

Ontem tomamos o chileno, Tricyclo, da safra de 2007 e o argentino Callia Alta.

Ouvimos Clapton


A companhia? As melhores possíveis!


E aí? Vai arriscar fazer? Experimente, comente e mande sua receita!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

A Rádio Inconfidência e o esporte mineiro

Tempos atrás, escrevi aqui sobre a velocidade com que as informações circulam na internet, muitas delas sem um bom lastro de verdade. Na ocasião, falei da falta de responsabilidade do jornalista Marcelo Tas, ao atribuir ao Governo do Estado a responsabilidade pelas péssimas condições das rodovias federais em Minas.

Ontem alguns amigos me ligaram, dizendo que estava circulando pelo twitter, notícias de que a Secretaria Estadual de Cultura havia cortado a verba para o departamento de esportes da Rádio Inconfidência cobrir os jogos dos times mineiros na Arena do jacaré, em Sete Lagoas.

Correndo atrás da notícia, que muito me interessava, por trabalhar na referida Secretaria, vi a repercução no twitter dos ótimos IgorAssunção, Leo Gomide e Henrique Andre. Mais tarde, pude ler com mais caracteres no blog de uma das grandes referências do jornalismo esportivo mineiro, ChicoMaia.

Penso que a atual sociedade da informação colabora muito para a divulgação de notícias, mas colabora, também, para a obtenção de respostas. Vamos, então, a elas:

Câmara de Coordenação Geral, Planejamento, Gestão e Finança da Secretaria de Planejamento e Gestão do Estado de Minas Gerais, resolveu fiscalizar de forma mais efetiva a concessão de passagens e diárias de viagens. Para tanto, buracratizou um pouco mais o processo de concessão. Assim, a partir de agora, para cada viagem deverá ser feita uma solicitação justificada. Dessa forma, os abusos são coibidos e, só são efetivamente permitidos, gastos necessários.

Fui à SEPLAG para obter informações específicas da Rádio Inconfidência e, para a minha surpresa, me informaram que a Rádio encaminhou uma planilha com a tabela do campeonato brasileiro e, diante disso, todas as viagens já foram autorizadas.

Muito bom para nós do Estado, para os jornalistas da Rádio Inconfidência e, principalmente para o povo mineiro que já se acostumou a acompanhar as informações de seu time de coração por um dos mais tradicionais veículos de informação do Estado de Minas Gerais